Passionate People

Estilos de vida, recursos e conteúdo


para pessoas com mobilidade reduzida

Cadeira de rodas manual com chassis rígido ou de encartar – Como decidir?

cadeira-rodas-rigida-encartar

As cadeiras de rodas manuais, quer sejam rígidas ou de encartar, variam no design, construção e funcionamento, e são uma escolha individual de cada utilizador de cadeira de rodas.

Existem várias diferenças que o vão ajudar a decidir o que é mais certo para si:

– O tipo de material usado no fabrico do chassis

– Qual a forma ou design escolhida para o chassis

– Que componentes estão incluídos e se são removíveis ou não do chassis. (Isto vai afetar o peso da cadeira quando a transportar)

– Que ajustes estão disponíveis para assegurar um bom posicionamento, conforto e uma propulsão eficiente para boa manobrabilidade nas atividades de vida diária.

Material do chassis

A força, peso e durabilidade da cadeira variam dependendo dos materiais que são usados. A durabilidade é conseguida quando o material usado na construção do chassis tem uma maior relação resistência/ peso. Não há nada mais importante do que experimentar a cadeira para confirmar o ajuste, eficiência da propulsão e como se transporta para se assegurar de que vai ao encontro de todas as suas necessidades. Aqui está um resumo das diferenças, vantagens e desvantagens a considerar:

O carbono tem sido introduzido no mercado das cadeiras de rodas manuais. O carbono é leve, rígido e resistente à corrosão, no entanto é mais caro e é um material mais difícil de trabalhar. O carbono pode ter pouca resistência ao impacto, o que significa maior risco de danos, e por isso verá mais componentes oferecidos com a intenção de reduzir o peso total da cadeira.

O titânio tem maior resistência em relação ao peso do que o alumínio e, portanto, é necessário menos material para construir o chassis. Isto significa que pode conseguir um chassis mais leve. Além disso, o titânio é resistente, o que significa que o chassis dificilmente é danificado. É resistente à corrosão ao contrário do alumínio que tem um revestimento adicional para a prevenir.

O alumínio é um metal mais fácil de trabalhar e embora seja mais económico é igualmente resistente. A leveza do chassis vai depender do design, pois alguns chassis são em “caixa” com tubos de suporte adicionados e outros são abertos estilo “cantilever”.

Dependendo do estilo e componentes do chassis da cadeira de rodas, a diferença de peso da base pode ser menos de um grama ou menos de meio kilo, por isso não necessariamente uma cadeira de titânio vai ser sempre mais leve do que uma cadeira de alumínio, por exemplo.

Importância do peso na sua decisão

Existem duas decisões a tomar no que toca ao peso:

  1. Peso total da cadeira.
  2. Peso ao levantar a cadeira.

 

O peso total envolve o chassis, o peso dos componentes, almofada de assento e o encosto. Quando o peso total é reduzido ele melhora a eficiência da propulsão e conserva energia ao utilizador. É importante relembrar que pode começar com um chassis ultra leve mas acabar com uma cadeira mais pesada no final se não for cuidadoso com o peso dos componentes e com o tipo de assento que escolher.

 

Em alternativa é possível ter uma cadeira mais pesada que é configurada e onde o acesso à roda é melhor para a propulsão, tornando-se mais eficiente do que uma cadeira pouco configurada com um chassis mais leve. Tenha cuidado quando compara os pesos, especialmente entre marcas. Os pesos base são considerados de forma diferente, dependendo o tipo de configuração (tamanho) e componentes.

 

Chassis de encartar vs Chassis rígido

 

  1. A cadeira de rodas manual de encartar tem tradicionalmente uma cruzeta em X, o chassis dobra a meio unindo os lados da cadeira. Mais recentemente, foi criada a cruzeta horizontal (ex.: Kuschall Champion) que permite que o utilizador encarte e desencarte a cadeira quer pela parte da frente, quer pela parte traseira da cadeira.

O design da cruzeta de encartar tem peças “mais móveis” para permitir que a cadeira encarte. Os chassis de encartar estão disponíveis em titânio, alumínio e carbono. Eles foram tradicionalmente desenvolvidos para que apenas os patins rebatam para facilitar as transferências. Depois evoluíram para apoios de pernas rebatíveis e apoios de braços removíveis. Isto tornou a cadeira de rodas progressivamente mais leve e pequena para transporte. Os eixos de extração rápida são uma opção oferecida em muitas cadeiras e ajudam a reduzir o peso de transporte e o tamanho para transporte em veículos mais pequenos. Um novo estilo, da cruzeta horizontal garante mais estabilidade e facilita o sistema de encarte ao puxar o mecanismo de extração a partir da frente da cadeira, tornando acessível para que o utilizador chegue até ela e a encarte sozinho.

 

  1. A cadeira de rodas manual rígida foi desenvolvida com o conceito das cadeiras de rodas de desporto. O alumínio tradicional era usado para o desporto, mas os chassis estão também disponíveis em titânio e carbono para uso diário. O alumínio é o material preferido para desporto pois não perde energia ao propulsionar. Além disso, o número reduzido de peças móveis criou uma base de cadeira mais leve. Isto significa que cada propulsão na roda leva o utilizador mais longe e com menos esforço, dando-lhe uma vantagem competitiva.

 

Estilo do chassis

Existem dois estilos de chassis para as cadeiras de rodas manuais rígidas. Um tem um “monotubo”, que é um tubo único contínuo, deixando a parte de baixo da cadeira aberta e fácil de trazer para perto do corpo para transferir para o carro. Claro que com menos tubos o peso do chassis também é reduzido. Quando o titânio é usado num estilo monotubo, ele pode criar flexibilidade e uma condução mais suave, mas pode tirar mais energia ao propulsionar e poderá haver perda de energia. Outros preferem assim porque dá mais amortecimento e uma viagem mais confortável, ou por ter um efeito positivo na redução da dor quando propulsiona a cadeira.

O segundo estilo de chassis rígido é um chassis em “caixa” (box frame) que foi desenvolvido com um tubo com suporte adicional que dá mais rigidez debaixo do chassis e por isso menos perda de energia. Isto vai tornar a cadeira mais larga ou profunda na parte de baixo e por isso ocupa mais espaço ao longo do corpo para se transferir para o veículo, mas ganha significativamente mais estabilidade para uma propulsão eficiente.

Os chassis rígidos têm tipicamente uma frente fixa, o que significa que não se move para transferências, mas procure pela opção de um patim rebatível de um lado que abra a parte frontal da cadeira para as transferências. É importante ter isto em mente e experimentar o chassis para ter a certeza de que vai funcionar para si. Como nos chassis de encartar, os eixos de extração rápida permitem que remova facilmente as rodas.

No chassis rígido, existem chassis que são fixos ou ajustáveis, o que significa que se tem vindo a usar uma cadeira durante algum tempo e sabe exatamente as medidas e ângulos do chassis, eles podem ser personalizados, mas não podem ser ajustados.

 

Configuração da cadeira

Se está disponível para propulsionar a cadeira de forma independente, quer escolha um chassis de encartar ou rígido, uma das configurações mais importantes da cadeira é o alinhamento próprio da roda. Deve ser feita uma avaliação por um técnico especializado.

De forma a proteger os ombros e pulsos, a roda deve estar alinhada com os ombros e as mãos devem conseguir chegar facilmente ao eixo.

Se propulsionar a cadeira com um braço ou perna, ou ambas as pernas, vai querer ter a certeza de que a altura assento-chão é a correta para o ajudar a puxar com os pés facilmente.

Conheça as opções de cadeiras rígidas ou de encartar a da Invacare aqui.

Solicite uma demonstração das cadeiras de rodas Invacare para marketing.pt@invacare.com.