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Suporte postural e cadeira de rodas de trânsito

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Uma cadeira de rodas de trânsito, também conhecida como uma cadeira de rodas de transporte, é normalmente empurrada por um acompanhante, e, contrariamente a uma cadeira de rodas de auto-propulsão, tem rodas traseiras menores. Isso significa que o cuidador ou membro da família pode rápida e facilmente permitir que o utilizador da cadeira de rodas se mova para locais diferentes.

Quando abordamos o posicionamento sentado devemos considerar a relação que o corpo da pessoa tem com o objeto onde está sentada (superfície de apoio; almofada, tela da cadeira), o espaço e a forma como atuam as forças de gravidade e como a pessoa regula o seu centro de gravidade. Ao atendermos as estes fatores estamos a avaliar postura na posição de sentado.

O que é uma boa postura?

Uma boa postura consegue-se com o alinhamento correto do corpo, garantindo uma combinação de estabilidade, conforto e função. É a posição em que o corpo se mantem erguido contra a gravidade, enquanto está de pé, deitado ou sentado e envolve minimizar a tensão sobre os músculos de suporte ou ligamentos durante o movimento ou qualquer atividade que envolva a transferência de peso. Porque é que a postura é importante?

Uma má postura pode ter implicações significativas. Desde dores nas articulações, danos na pele e contraturas musculares até a restrição das vias aéreas e impactos no desempenho e envolvimento ocupacional.  Como pode melhorar a postura numa cadeira de rodas de trânsito?

1.       Tamanho da cadeira de rodas de trânsito:

Como em qualquer cadeira de rodas, é muito importante que o assento da cadeira de rodas de trânsito seja medido com precisão. Regra geral, a largura da cadeira de rodas é medida através da anca do utilizador em posição sentada e depois adiciona-se mais 2 centímetros. A profundidade da cadeira de rodas de trânsito é o comprimento desde a região nadegueira até à fossa poplítea (parte posterior do joelho), menos 2 centímetros.

A medida do encosto requer umas medidas mais personalizadas porque depende das necessidades e tipo de corpo de cada utilizador. Os apoios de pés devem apoiar a flexão de 90 graus na anca, joelhos e tornozelos, bem como permitir que o utilizador coloque os pés planos, permitindo-lhes ter apoio no apoio de pés para mudanças de posição, se tiverem essa capacidade.

2.       Avaliar as necessidades do utilizador da cadeira de rodas de trânsito:

Os tamanhos referidos acima são regras muito gerais para um utilizador de cadeira de rodas de trânsito que é provável que tenha a capacidade de se levantar e transferir uma vez que se deslocou. No entanto, se uma boa postura não é atingida numa posição sentada pode causar desconforto significativo, por isso, para fazê-lo, existem mais opções especializadas que poderão ser consideradas:

  • Encosto reclinável: Permite que o cuidador ajuste o ângulo do encosto para suportar a necessidade do utilizador de aumentar a extensão através da região do tronco ou anca. No entanto, considere que simplesmente reclinar o encosto e aumentar o ângulo de 90 graus para o assento pode fazer com que o utilizador deslize para a frente, tornando o reposicionamento mais difícil e causando pressão na zona sacral.
  • Basculação: Permite que o cuidador redistribua a pressão enquanto mantém um ângulo assento-encosto que suporta uma boa postura para o utilizador.
  • Almofadas especializadas: Um exemplo é uma almofada pélvica para fornecer suporte pélvico aumentado e estabilidade.

3. Suporte postural:

Pode existir um colete na cadeira de rodas que pode ser usado para suportar as necessidades posturais do utilizador, bem como seu envolvimento ocupacional. Em particular, os suportes pélvicos e torácicos para alguns utilizadores podem encorajar uma boa postura, aumentando a segurança e permitindo que o utilizador da cadeira de rodas de trânsito se envolva nas atividades.  É muito importante considerar a postura, tanto do utilizador da cadeira como a do cuidador. Os dois devem ser considerados como um só e é necessário garantir que nenhum dos dois comprometa o outro. Apenas ao considerar os dois como uma unidade, de forma holística, é que a postura, a segurança e o envolvimento ocupacional serão facilitados.